domingo, 16 de setembro de 2012

O Caminho da Meditação Tibetana

"A meditação é vulgarmente considerada uma forma de pensamento que é associada a palavras, imagens ou conceitos, mas meditar não significa pensar em algo.
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Tradicionalmente, o início da meditação envolve determinadas práticas, como uma concentração intensa, a visualização de várias imagens ou a entoação de mantras.
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A meditação ajuda-nos a estar calmos e felizes, a saborearmos a vida, a sermos alegres e a lidarmos com os nossos problemas, quer estes sejam físicos quer mentais. As nossas vidas tornam-se equilibradas quando somos capazes de integrar todas as nossas experiências na meditação. Podemos incluir na meditação a nossa alegria e felicidade, bem como a nossa raiva, ressentimento, frustração e infelicidade, ou seja, todas as emoções que sentimos ao longo do dia. Podemos direccionar todas as nossas emoções para o relaxamento e para a tranquilidade da meditação.
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Então, como é que se medita? Antes de mais, o corpo deve estar imóvel e muito sossegado. Descontraia os músculos e liberte toda a tensão. Em seguida, sente-se numa posição confortável e mantenha-se completamente imóvel. Respire muito suavemente, inspire tranquilamente e expire lenta e calmamente. Descontraia-se completamente, o mais que puder, para que todo o seu sistema nervoso fique calmo. Depois, silencie a mente, acalmando os seus pensamentos através do silêncio interior.
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Quando estiver a aprender a meditar, é melhor experimentar-se na sua totalidade, sem rejeitar nem excluir nenhuma parte de si. Todos os seus pensamentos e sentimentos podem fazer parte da meditação - pode saborear cada um deles e avançar gradualmente.
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Se surgirem memórias ou se sentir desconforto, poderá ficar um pouco inquieto, mas esta sensação passará rapidamente se não se apegar mentalmente a nenhum pensamento específico. Limite-se a sentir-se muito descontraído e tranquilo e não pense na meditação. Aceite-se, simplesmente. Não está a tentar aprender a meditar; é a própria meditação. Todo o seu corpo, a respiração, os pensamentos, os sentidos e a consciência - todo o seu ser - fazem parte da meditação. Não tem de se preocupar com o facto de se desconcentrar e de se perder.
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Uma vez, um famoso lama tibetano afirmou o seguinte sobre a meditação: «A melhor água é a água rochosa». Quando a água corre sobre as rochas, a sua qualidade aumenta e é purificada. Logo, a melhor meditação é aquela que flutua e é livre - não tem nada a que se segurar -, pois quando nos agarramos a uma posição, chegamos a um impasse devido ao nosso apego."

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