quarta-feira, 10 de julho de 2013

The End

 
E porque a vida é feita de mudanças, este blogue chegou ao fim! Mas podem continuar a encontrar-me por aqui! :)

domingo, 12 de maio de 2013

Que valem os horóscopos de jornal?

"Quando se fala em astrologia ocorrem de imediato as ideias dos Signos do Zodíaco e da previsão do futuro, no entanto, ambas são formas simples de pensar um assunto que é muito mais profundo. Um mapa astral, para além da posição do Sol, inclui a posição da Lua, dos planetas e do Ascendente e do Meio-do-Céu. O mais importante é a relação que os planetas estabelecem uns com os outros no momento do nascimento, os aspectos planetários, as relações ao longo da vida, os trânsitos planetários. Só através da análise do mapa astral na sua totalidade e dos trânsitos se pode conhecer uma pessoa e prever - em termos meramente probabilísticos - as suas tendências futuras.

Os Signos do Zodíaco desempenham um papel lúdico, são um jogo social que fornece um meio para conversar, uma primeira ideia sobre alguém que se acabou de conhecer. Dá às pessoas um sistema de referências psicológicas de uso imediato, que acaba por servir como meio de identificação e de autoconhecimento. Pertencer a um Signo do Zodíaco tem uma função semelhante a pertencer a um clube de futebol, ou ser duma certa região do país, ou pertencer a um bairro. É mais um elemento de identificação, de cumplicidade, uma forma de nos colocarmos a nós mesmos numa dada posição e de nos ajudar a definir quem somos. Estes jogos simbólicos acabam por ter uma importância maior do que imaginamos, é por isso que, mesmo pessoas que de todo «não acreditam em astrologia» acabam por conhecer o seu Signo e por se identificarem com ele. Não é fácil termos uma ideia objectiva de nós próprios, para nos compreendermos acabamos sempre por recorrer a esquemas interpretativos e sistemas de referência que nos permitem situarmo-nos perante os outros e perante nós mesmos. Em grande medida acabamos por ser aquilo que acreditamos que somos.

A crença de que cada pessoa tem um determinado Signo que a caracteriza surgiu no princípio do século XX, quando os jornais tiveram a ideia de explorar um dos aspectos mais simples da astrologia: a posição do Sol nos Signos do Zodíaco ao longo do ano. Essa ideia veio a ter uma grande divulgação ao ponto de, em qualquer jornal, passar a haver uma coluna com previsões diárias para cada Signo. O sucesso desta ideia deveu-se à combinação de dois aspectos interessantes:
1. Um sistema de caracterização em doze tipos psicológicos, com o qual as pessoas se identificam, e que serve como meio rápido de identificação.
2. Previsões que davam a impressão de serem pessoais e de fazerem sentido em função das experiências vividas nesse momento.

A linguagem genérica desses pequenos textos presta-se a ser interpretada em termos pessoais e a «fazer sentido» em função das experiências subjectivas. Os seres humanos tendem a projectar-se nas coisas e a compreendê-las em função das suas próprias vivências e opiniões, é por isso que qualquer leitura sobre temas humanos pode ser interpretada como dizendo respeito directamente a nós. Ainda que não possam ser comparados com o nível de profundidade duma consulta individual feita através do próprio mapa astral, esses textos apelam ao bom senso, dão conselhos, sugerem atitudes, e levam a pessoa, a quem supostamente se dirigem, a parar por um momento e a pensar sobre si mesma, o que é bom, o que pode até ser muito útil e oportuno. Ler um horóscopo diário pode ser um momento de interioridade e de auto-avaliação, uma pequena prática espiritual.
 
No seu aspecto negativo, a astrologia dos Signos e das previsões dos horóscopos pode promover uma visão demasiado simplista e redutora de si próprio e dos outros. Se por um lado os signos do Zodíaco nos dão uma tipologia interessante - uma espécie de psicologia de algibeira para ser usada em situações sociais, como primeira forma de conhecer o outro - também há o perigo de se acreditar que essas descrições correspondem de facto à pessoa, que a pessoa se reduz a esse estereótipo. Se este jogo dos Signos for entendido como algo lúdico, daí não vem grande perigo, inversamente, se alguém acredita que a sua realidade se reduz a esses traços simples, aí está-se a promover o estreitamento da consciência e a limitação do potencial de riqueza pessoal. Cada ser humano é alguém em construção, potencialmente livre e em aberto, que pode sempre vir a desenvolver outros aspectos de si, recriar-se, renascer, adquirir novas capacidades e competências, inventar para si e para os outros novas realidades e novos modos de ser.
 
O segundo perigo da tipologia dos Signos do Zodíaco é promover preconceitos, julgamentos fáceis, discriminação, em que se deixa de olhar abertamente para o outro que se tem à frente, procurando conhecê-lo por um processo gradual de aproximação, mas antes que reduz esse outro a um conjunto de ideias feitas. É vulgar atribuir-se a cada Signo do Zodíaco um conjunto de virtudes e de defeitos. Na versão negativa, pode-se interiorizar a ideia de que todas as pessoas dum dado Signo têm certas características negativas, o que é uma grave distorção que se vai tornar num factor de julgamento sumário e de exclusão antecipada.
 
Um terceiro perigo refere-se às previsões, à promoção de crenças fatalistas e supersticiosas de que o futuro está marcado e que nada se pode fazer. Isso pode promover o conformismo, a apatia e a desresponsabilização pelos próprios actos. O fatalismo, a crença num destino inelutável, promove a impotência, a incapacidade de usar o seu próprio poder e de lutar para construir um futuro melhor. Aquilo que acreditamos ser o futuro pode ter consequências desastrosas para o presente. Neste aspecto, os meios de comunicação de massa, ao publicitarem o tipo mais simplista de astrologia, não apenas não cumprem o seu dever de informar e formar o público como passam a ser responsáveis pela promoção da sua ignorância e da sua pobreza de pensamento."


José Prudêncio em "Astrologia e Filosofia"

domingo, 10 de março de 2013

"Se eu vos disser que vós deveis aprender a caminhar com as duas pernas, responder-me-eis que sempre o fizestes. Não, eu não vos vejo caminhar, mas saltar incessantemente sobre uma perna ou a outra: os sentimentais, a perna esquerda - eles não reflectem -, e os intelectuais, a perna direita - o seu coração está fechado, barricado. Portanto, são todos unipernistas.
Vós julgais que sabeis as coisas, mas não as sabeis verdadeiramente. Se soubésseis que tendes duas pernas para avançar, utilizariéis uma e outra. Ora, vós permaneceis sempre empoleirados só numa, e saís a passear assim, saltitando. Há que perguntar: «Porque é que a Natureza nos ensinou a caminhar avançando ora a perna esquerda, ora a perna direita?»  A resposta é simples: é que nós devemos agir ora com o amor, ora com o intelecto. Devemos saber fazer alternar no nosso comportamento os dois princípios, masculino e feminino, e sentir em que momento mudar de polarização. Muitos obstáculos serão removidos diante de vós quando souberdes caminhar com as vossas duas pernas."
 
Omraam Mikhaël Aïvanhov

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Alban Arthan - A Luz de Artur

"Segundo a terminologia druídica, a celebração de Alban Arthan corresponde ao Solstício de Inverno, anualmente por volta do dia 21 de Dezembro.
 
Alban Arthan é um termo galês que significa «Luz de Artur», fazendo alusão ao facto desta ser a noite mais longa do ano, bem como o dia mais curto. É o dia em que o sol nasce mais a sul. Assim, celebra-se o renascimento do sol no ponto de maior escuridão. Daqui até ao Solstício de Verão os dias irão tornar-se gradualmente mais longos, altura que marcará a noite mais curta do ano. Desta forma, o ponto mais baixo, o nadir da luz marca também o início da sua lenta subida até ao zénite.
(...)
 
Em termos astrológicos, Alban Arthan assinala a entrada do Sol no signo de Capricórnio, regido por Saturno e pelo elemento terra, estando associado à estrutura, à responsabilidade, à organização e à materialização.
 
O Alban Arthan representa o nascimento do «Filho da Luz» - quer este se chame Mabon, na tradição druídica, Cristo, no cristianismo, ou Mithra no culto mitraico - no tempo de maior escuridão, frio e desolamento. É assim um símbolo de esperança, como o próprio Rei Artur, que vive adormecido dentro de cada Bardo à espera do seu despertar. Muitas vezes, é nas alturas de maior crise que surge uma «luz» que mostra novos caminhos e novas soluções.
 
É interessante referirmos que são vários os monumentos megalíticos que se encontram alinhados com o nascer do sol no Solstício de Inverno, como é o caso do templo de Newgrange, na Irlanda, e de Gavrinis, na Bretanha, para além do alinhamento de Stonehenge com o pôr do sol desta data."
 
A.G.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Receita de Incenso de Outono

2 Partes de Mirra
1 Parte de Sândalo
1/2 Parte de Salva
1 Parte de Patchouli
5 Gotas de Óleo de Alecrim

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Ki

"Um dos princípios fulcrais da filosofia e medicina orientais assenta num conceito basilar denominado «ki», no Japão, «chi», na China ou «prana» na Índia.
O Orientais consideram que tudo o que existe possui uma qualidade invisível e subtil que está na origem da criação da matéria: ki. Nos idiomas ocidentais, este conceito é geralmente traduzido por energia ou energia electromagnética. No entanto, o ki não é efectivamente energia, na acepção comum da palavra, nem corresponde às quilocalorias de Newton. Consiste, isso sim, numa qualidade invisível que está muito próxima da nossa percepção sensorial.
(...)
Nos seres vivos, animais ou vegetais, um fluxo apropriado de ki resulta em vida, poder, brilho, sexualidade, magnificência e saúde. Por outro lado, as estagnações ou o excesso de ki podem ter como consequência a doença, falta de vitalidade, indolência, bloqueios e imensos outros aspectos, em geral considerados negativos.

Existem alguns factores que podem interferir e afectar o fluxo desta energia. São eles:
1. Geografia e clima.
2. Ambiente e casa onde vivemos (este aspecto é trabalhado na arte oriental do feng shui).
3. Técnicas específicas, como acupunctura, moxabustão, massagem shiatsu, automassagem do-in, tai chi, chi kung, artes marciais, yoga, entre outras.
4. Pensamento.
5. Respiração.
6. Alimentação."

Ki e alimentação

"Gostaria em particular de realçar a questão dos alimentos e bebidas como fontes de ki, uma área totalmente alheia à moderna ciência nutricional, mas que foi levada muito a sério pelas culturas orientais e povos mais tradicionais.
Além de aspectos nutricionais, como quantidade ou qualidade de hidratos de carbono, proteínas, gorduras, vitaminas ou outros nutrientes, os alimentos possuem também qualidades de ki, transformando-se, eles próprios, no ki que vai nutrir a nossa estrutura energética primária.
Assim, o tipo de alimentos e bebidas que escolhemos é de importância primordial no que toca à qualidade de ki que absorvemos. Se, de um ponto de vista nutricional, não existe grande diferença entre comer uma cenoura ou uma abóbora, de um ponto de vista energético estes dois alimentos são bastante distintos: a cenoura alimenta mais os órgãos situados na zona inferior do corpo (intestinos, órgãos reprodutores), enquanto a abóbora nutre mais os órgãos situados na zona média do corpo, em particular o pâncreas. A cenoura cria uma qualidade de ki mais «activa» e «dura», enquanto a abóbora cria mais «equilíbrio», «macieza» e «doçura».
Se considerarmos vegetais verdes de rama como agrião ou grelos ou couve portuguesa, estes vegetais conferem mais frescura (como todos os vegetais verdes) e flexibilidade e beneficiam os pulmões porque têm uma estrutura energética semelhante a estes órgãos.
Na farmacopeia oriental utilizam-se tradicionalmente as leguminosas para tratar os rins e a bexiga, porque os feijões têm a mesma forma dos rins e, consequentemente, partilham uma qualidade energética semelhante. Feijões como o catarino, frade, vermelho, azuki, etc., beneficiarão assim estes órgãos e podem ser usados na alimentação com esse propósito.
(...)
A ideia básica nesta teoria é a de que absorvemos a qualidade energética daquilo que ingerimos: alimentos duros criam dureza e rigidez, os mais maleáveis criam flexibilidade, os frescos criam frescura e brilho, os doces e macios produzem conforto emocional."

domingo, 25 de novembro de 2012

"Um lago é o traço mais belo e expressivo da paisagem. É o olho da terra, e mirando-se nele o ser que se contempla mede a profundidade da sua própria natureza."
 
Henry David Thoreau  em "Walden ou a vida nos bosques"

A Lua em 2013


 
"A Nasa produziu um vídeo que revela praticamente tudo sobre a Lua ao longo de 2013. Numa sequencia de frames que representam uma hora cada um, a animação mostra todas as informações relevantes sobre o nosso satélite natural, como, fases, libração, ângulo do eixo, diâmetro aparente, etc., para todo o ano de 2013."

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Samhain - O Fim do Verão

"Samhain é um termo de origem gaélica que significa o «fim do verão». Segundo vários autores, o Samhain marca também o início do novo ano celta. Os dias vão ficando cada vez mais curtos e frios e prenunciam o Inverno.
 
Tradicionalmente, o Samhain dura três dias, de 31 de Outubro até 2 de Novembro, altura em que o véu que separa o mundo visível do mundo invisível se torna mais ténue. À semelhança de Beltane, no lado oposto do ano, também era costume no Samhain acender-se fogueiras em honra dos antepassados, bem como fazer-lhes oferendas, uma vez que se dizia que eles vinham uma vez mais a este mundo nesta altura para comungar com os vivos.
 
Esta forte tradição, que ligava os vivos aos seus entes queridos já falecidos, conservou-se no cristianismo sob os nomes de Vigília de Todos os Santos, no dia 31 de Outubro, Dia de Todos os Santos, no dia 1 de Novembro e Dia de Todas as Almas, no dia 2 de Novembro. É mais conhecida actualmente na Europa e nos Estados Unidos pelo nome de Halloween. Assim como as folhas caem de muitas árvores nesta altura, também o Druida deve abandonar aquilo que já não lhe faz falta, pois só assim se poderá «esvaziar», tornando-se receptivo para aquilo que é realmente importante para si.
 
Pelo seu simbolismo particular, o Samhain está ligado sobretudo ao grau de Ovate, o vidente e o xamã celta, que viaja entre os mundos.
 
Esta altura do ano corresponde no Ogham ao junco (ngetal, em gaélico). O junco simboliza a vitalidade e a celebração."
 
A.G.

domingo, 16 de setembro de 2012

O Caminho da Meditação Tibetana

"A meditação é vulgarmente considerada uma forma de pensamento que é associada a palavras, imagens ou conceitos, mas meditar não significa pensar em algo.
(...)
Tradicionalmente, o início da meditação envolve determinadas práticas, como uma concentração intensa, a visualização de várias imagens ou a entoação de mantras.
(...)
A meditação ajuda-nos a estar calmos e felizes, a saborearmos a vida, a sermos alegres e a lidarmos com os nossos problemas, quer estes sejam físicos quer mentais. As nossas vidas tornam-se equilibradas quando somos capazes de integrar todas as nossas experiências na meditação. Podemos incluir na meditação a nossa alegria e felicidade, bem como a nossa raiva, ressentimento, frustração e infelicidade, ou seja, todas as emoções que sentimos ao longo do dia. Podemos direccionar todas as nossas emoções para o relaxamento e para a tranquilidade da meditação.
(...)
Então, como é que se medita? Antes de mais, o corpo deve estar imóvel e muito sossegado. Descontraia os músculos e liberte toda a tensão. Em seguida, sente-se numa posição confortável e mantenha-se completamente imóvel. Respire muito suavemente, inspire tranquilamente e expire lenta e calmamente. Descontraia-se completamente, o mais que puder, para que todo o seu sistema nervoso fique calmo. Depois, silencie a mente, acalmando os seus pensamentos através do silêncio interior.
(...)
Quando estiver a aprender a meditar, é melhor experimentar-se na sua totalidade, sem rejeitar nem excluir nenhuma parte de si. Todos os seus pensamentos e sentimentos podem fazer parte da meditação - pode saborear cada um deles e avançar gradualmente.
(...)
Se surgirem memórias ou se sentir desconforto, poderá ficar um pouco inquieto, mas esta sensação passará rapidamente se não se apegar mentalmente a nenhum pensamento específico. Limite-se a sentir-se muito descontraído e tranquilo e não pense na meditação. Aceite-se, simplesmente. Não está a tentar aprender a meditar; é a própria meditação. Todo o seu corpo, a respiração, os pensamentos, os sentidos e a consciência - todo o seu ser - fazem parte da meditação. Não tem de se preocupar com o facto de se desconcentrar e de se perder.
(...)
Uma vez, um famoso lama tibetano afirmou o seguinte sobre a meditação: «A melhor água é a água rochosa». Quando a água corre sobre as rochas, a sua qualidade aumenta e é purificada. Logo, a melhor meditação é aquela que flutua e é livre - não tem nada a que se segurar -, pois quando nos agarramos a uma posição, chegamos a um impasse devido ao nosso apego."

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Meditação Druídica pela Paz

"Na profundidade do centro tranquilo do meu ser,
que eu possa encontrar a paz.

Silenciosamente dentro da quietude do Bosque,
que eu possa partilhar a paz.

Suavemente dentro do grande círculo da humanidade,
que eu possa irradiar a paz."

A Prática do Músico

"Um dos discípulos do Buda era músico. Após várias tentativas aparentemente mal sucedidas para meditar, o discípulo sentiu-se frustrado e pediu orientações ao Buda.
- Quando tocas a tua bela música, tocas com muito arrebatamento? - perguntou o Buda.
- Não - respondeu o músico -, não é assim que funciona.
- Então - continuou o mestre -, tocas com muita suavidade?
- Não - respondeu o discípulo -, também não. Temos de sentir a forma certa de tocar, nem com muito arrebatamento, nem com muita suavidade. É preciso encontrar um ponto de equilíbrio que nos pareça perfeito.
- É assim que se medita - replicou o Buda.»

sábado, 4 de agosto de 2012

Lughnasadh - A Comemoração de Lug

1 de Agosto ... O Tempo da Colheita, da Celebração e da Luz

"Lughnasadh é um termo gaélico que significa «Assembleia de Lug» ou «Comemoração de Lug» e que assinala o início das colheitas. Lug é um deus celta do fogo e da luz, semelhante a Bel, mas posterior. Mas Lug é um deus multifacetado, uma vez que, para além da sua associação à luz, Lug está também ligado às artes e aos ofícios, tendo a mestria de todas elas, conforme nos relatam os antigos contos irlandeses.

Esta festividade está também associada à noção de sacrifício, pois Lug, como Gwion perante a deusa Ceridwen, teve de se sacrificar para obter a sabedoria, num acasalamento sacrificial com a Deusa. Mas a sua morte permite-lhe, simultaneamente, renascer.
( ... )

Numa leitura simbólica, o Lughnasadh relembra ao Druida a ligação próxima que existe entre a vida e a morte e que, para colhermos realmente algo, é sempre necessário um sacrifício, no seu sentido mais nobre. Por outras palavras, para se receber algo é preciso também dar-se, pois sem um espírito de entrega pouco se avança na Busca.

Esta altura do ano corresponde no Ogham ao azevinho (tinne, em gaélico). O azevinho simboliza a fertilidade, a transformação e o fortalecimento.

Em termos astrológicos, o Lughnasadh celebra-se durante o signo de Leão, regido pelo Sol e pelo elemento fogo, estando associado à criatividade, à expressão e à expansão."

A.G.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Posição da Lua no Zodíaco

Os nossos antepassados versados em medicina agiam, relativamente à posição da Lua no Zodíaco, de acordo com os seguintes princípios fundamentais:

  • Tudo o que se fizer pelo bem-estar das regiões do corpo e dos órgãos regidos pelo signo que a Lua percorre nesse momento, é duplamente eficaz e benéfico, com a excepção única das intervenções cirúrgicas nessa zona do corpo.  Exemplo: uma massagem nas zonas reflexas do pé, em Peixes.

  • Tudo o que causar moléstia ou pressuponha um esforço especial para as zonas do corpo e órgãos regidos pelo signo que a Lua percorre nesse momento, surte um efeito duplamente desfavorável ou até mesmo prejudicial. Exemplo: um esfriamento da zona do pescoço, em Touro. Sempre que for possível, nestes dias devem evitar-se intervenções cirúrgicas a essa zona. As operações de urgência obedecem a uma lei superior.

  • Se a Lua estiver em Quarto Crescente no momento em que percorre o signo do Zodíaco, todas as medidas que forem tomadas para administrar substâncias reconstituintes para fortalecer as regiões do corpo regidas por esse signo, terão muito mais êxito do que em Quarto Minguante. Se nesse preciso momento a Lua entrar em Quarto Minguante, todas as medidas para depurar e desintoxicar as respectivas regiões obterão melhores resultados do que em Quarto Crescente. Conta menos a forma de terapia - medicamentos, massagens, ginástica, hidroterapia, etc. - que o fim último que se pretende com ela.